domingo, 13 de janeiro de 2013

O cão Zico

Recentemente um cão, o Zico, atacou e feriu de morte uma criança de 18 meses. Os cãos que atacam pessoas são abatidos, mas eis que se faz um levantamento contra o abate do Zico. O veículo só podia ser o Facebook, e o tema tratado com a futilidade que faz parte do meio. Assim discorre a petição:


"(...) Um cão que nunca fez mal durante 8 anos e atacou é porque teve algum motivo. 

O abate não é solução! Nestes casos há que investigar o que causou a reacção do cão (foi provocado/não está a ser bem tratado/etc) e pode optar-se pela reabilitação/treino do cão! 
Se não se abatem pessoas por cometerem erros, por roubarem, por matarem...então também não o façam com os animais! Eles também merecem uma segunda oportunidade! (...)"


Tanto na petição, como no discurso de quem a promove, fala-se do cão Zico e da criança como equivalentes. O cão para estas pessoas não é menos do que uma pessoa, como eu ou elas. Fala-se das "duas vidas inocentes", e do cão que é tão vítima quando a criança. Porque a morte da criança às mãos do cão é tão condenável como o abate do cão, e não podemos somar uma morte à outra. E, já agora, o que significa exactamente a segunda oportunidade?!?



Não sei avaliar psicologicamente o que levou ou não o cão a atacar a criança, mas parece-me puro bom senso e uma questão de segurança que o animal seja abatido. Que alguns, mesmo minoritários, se mobilizem à volta da causa do cão Zico dá que pensar. O respeito pelos direitos dos animais, a preocupação geral pelo seu trato digno, é uma conquista importante e a não confundir com esta perversão de valores que choca qualquer pessoa.


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