O acordo de concertação social é criticado por muitos, mesmo moderados, por ser desequilibrado e enviesado para os interesses dos patrões. E facilitar o despedimento dos trabalhadores. Pergunta-se a quem quer o acordo: "Acham mesmo que é este acordo que vai criar emprego? Vem abrir as portas a despedir pessoas que depois não conseguem voltar a encontrar trabalho".
O acordo não liberaliza o despedimento, longe disso, mas abre algumas portas e flexizibiliza alguns aspectos, como o banco de horas. É das medidas mais elementares: permitir que em actividades sazonais ou irregulares empresa e trabalhador possam acordar que se trabalhe mais horas durante um período e compensar no outro. Com benefício para ambos.
Depois falta perguntar quantas empresas deixarão de fechar as portas por terem mais flexibilidade para ajustar a sua força laboral à sua realidade. E quantos empregos não deixam agora de ser criados pelo receio de criar um vínculo muito dificil de rescindir?
A flexibilidade coloca o foco em diminuir os custos, barreiras e receios das empresas na criação de novos empregos, e é um caminho muito importante a fazer.
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