terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O estado que podemos pagar


A trapalhada é tanta que se perde o discernimento mas há algumas afirmações recentes de Vitor Gaspar que merecem toda a atenção.

É a despesa pública que determina o nível de impostos. Os portugueses têm de decidir qual o nível de impostos que estão dispostos a pagar, qual o estado social que estão dispostos a pagar.

As perguntas a que estamos habituados são sobre a justiça e justificação dos direitos, subsídios, protecções, serviços e apoios prestados pelo estado. E daqui passamos à ideia dos direitos adquiridos.
Quando a pergunta é qual o estado social queremos ter, queremos ter tudo e é um retrocesso perder seja o que for. Se a pergunta é sobre os impostos, achamos que são excessivos. E são. E ainda assim não chegam para pagar tudo quanto se pede do estado. Não são os carros dos ministros ou as contas de restaurantes que o explicam, nem sequer as ineficiências e “gorduras”. É preciso mudar algo e gastar menos, ou ganhar mais.

Quem não preferia resolver o problema ganhando mais? Isso é o que temos feito há 10 ou 20 anos, e o resultado está à vista. Como não existem varinhas mágicas para o crescimento, e não temos condições nem financiamento para manter défices inicialmente mais altos até o suposto crescimento chegar. Por isso temos de gastar menos, e ter o estado que podemos pagar. Temos mesmo.

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