A trapalhada é
tanta que se perde o discernimento mas há algumas afirmações recentes de Vitor
Gaspar que merecem toda a atenção.
É a despesa
pública que determina o nível de impostos. Os portugueses têm de decidir qual o
nível de impostos que estão dispostos a pagar, qual o estado social que estão
dispostos a pagar.
As perguntas a
que estamos habituados são sobre a justiça e justificação dos direitos,
subsídios, protecções, serviços e apoios prestados pelo estado. E daqui
passamos à ideia dos direitos adquiridos.
Quando a pergunta
é qual o estado social queremos ter, queremos ter tudo e é um retrocesso perder
seja o que for. Se a pergunta é sobre os impostos, achamos que são excessivos.
E são. E ainda assim não chegam para pagar tudo quanto se pede do estado. Não
são os carros dos ministros ou as contas de restaurantes que o explicam, nem
sequer as ineficiências e “gorduras”. É preciso mudar algo e gastar menos, ou
ganhar mais.
Quem não preferia
resolver o problema ganhando mais? Isso é o que temos feito há 10 ou 20 anos, e
o resultado está à vista. Como não existem varinhas mágicas para o crescimento, e
não temos condições nem financiamento para manter défices inicialmente mais
altos até o suposto crescimento chegar. Por isso temos de gastar menos, e ter o estado que podemos pagar. Temos mesmo.
Sem comentários:
Enviar um comentário
A moderação de comentários está activada, havendo um pequeno desfasamento entre a sua submissão e publicação. O objectivo é impedir a publicação de SPAM e comentários ofensivos. Tudo o resto será publicado, sem excepção.