Ainda que agora a procura de crédito seja baixa, a falta de crédito à economia é um problema.
As pessoas não querem investir, comprar, consumir; preferem poupar e precaver-se. Mas existem sempre empresas a fechar e a abrir. Quem quer abrir ou expandir um negócio sem capital próprio tem um obstáculo inicial que é conseguir crédito, e a que preço. Mesmo que as boas ideias encontrem sempre financiamento, o que está por provar, elas agora vão ter de pagar taxas de juro mais altas que o normal, e isso é um incentivo a poupar em vez de investir. Quem poupa está a receber juros mais altos, quem investe precisa de uma rentabilidade mais alta para compensar o risco assumido e os juros que está a pagar. Parte dos projectos fica assim na gaveta, quando em condições normais podiam ser viáveis. O mesmo se aplica a empresas que podiam pensar em expandir o seu negócio.
Depois as empresas precisam e utilizam o crédito no seu funcionamento normal. Se não o conseguem renovar, de todo ou a preços razoáveis, isso dificulta e compromete negócios viáveis.
Por isso, ainda que como um todo a economia não esteja à procura de mais crédito para investir, aqueles que o procuram e podiam ser o motor de crescimento encontram dificuldades e aqueles que precisam refinanciar dívida arriscar o fecho por não conseguir pagar o custo acrescido.
Sem comentários:
Enviar um comentário
A moderação de comentários está activada, havendo um pequeno desfasamento entre a sua submissão e publicação. O objectivo é impedir a publicação de SPAM e comentários ofensivos. Tudo o resto será publicado, sem excepção.