Hollande propõe uma taxa de 75% para rendimentos acima de 1 milhão de euros.
É extraordinário no mínimo, quase difícil de acreditar. Quer dizer que qualquer pessoa com rendimento de 1 milhão de euros, por cada 1€ que ganhe a mais dá ao estado 0,75(!!)€ e fica com 0,25€ para si. Alguém com este rendimento tem ou gere uma forma de negócio, emprega pessoas, cria riqueza e desenvolvimento. No mínimo o seu rendimento por si gera riqueza quer a consumir e fazer negócio a outros quer em poupança que outros podem usar para investir. Mas porque é que esta pessoa que tem um rendimento de 1 milhão de euros há-de investir, empregar, esforçar-se por ir mais além, fazer seja o que for, arriscar seja o que for, para aumentar o seu rendimento mesmo que com isso criasse riqueza ou desenvolvimento?
Hollande fala numa medida simbólica pelo número pequeno de pessoas que abrange. Pois antes não fosse, o simbolismo é o que ela tem de pior. Por um lado vem dizer que o mérito existe, mas tem um limite, e a partir daí vai para o estado. Resultado: ou não é feito ou é feito noutro país. Por outro coloca uma carga negativa em ganhar muito, institucionaliza a inveja social. Vai além da proporcionalidade fiscal para um ónus de recompensar os outros porque se ganha bem.